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SEMPRE LIGADOS

Atualizado: 23 de jan.

Não chegamos ainda nem na metade do fascinante livro “A Geração do Quarto”. Temas instigadores se seguem ao longo desta leitura.


A Geração do Quarto
Namorados sempre ligados.

O desafio da AIDS é um deles, já que os números de contaminação do HIV têm aumentado entre os jovens, talvez reflexo de um jogo feroz de mercado no intuito de criar grupos sociais consumidores relacionados a um padrão social erótico, ativo e dinâmico socialmente, numa lógica de marketing de que o importante é ter o prazer do momento.  Uma pessoa emocionalmente fragilizada tende a ser menos cuidadosa e a experimentar relações abusivas devido à sua baixa autoestima. “Quando fiz o teste rápido e veio positivo, a primeira coisa que pensei foi – vou acabar com a minha vida”.


Assim como o percentual de jovens que contraem o HIV, os índices de adolescentes grávidas são elevados no Brasil. Apesar das taxas de fecundidade terem caído a partir da década de 70, é cada vez maior a proporção de partos entre as adolescentes, comparativamente ao total de partos realizados no país.  E os motivos que levam as adolescentes a se engravidarem são diversos, como se vê neste depoimento: “Eu sabia que ficaria grávida, e eu e ele, a gente quis. Foi bom. A gente foi para uma casa. É melhor do que viver com a minha mãe e o marido dela. Tem nada não de parar a escola, depois eu volto”.


Garotos e garotas experimentam situações, vistas como de gerações anteriores, mas ampliadas em novos modelos e formatos – fazem sexo desprotegidos, ficam gestantes, mas também consumem mais álcool, de forma muito mais abusiva e intensa nas últimas décadas. Muitos pais não regulam e, em algumas situações, são incentivadores da ingestão alcoólica, que funciona como instrumento para se enfrentar os desafios cotidianos. “Meus pais não sabem, mas sou um alambique. Comecei aos 13 anos. Eu uso álcool, uso o ecstasy, mas mesmo assim, eles me veem muito pouco. São muito ocupados e quase não conversamos. Eu vou bem na escola, isso é o que importa”.


Muitos outros assuntos são explorados neste livro, que deve ser lido e relido calmamente na sua totalidade. Por fim, o autor faz um apelo – é preciso transversalizar a vida mais do que nunca, procurar ouvir o silêncio dos corpos marcados e o barulho das mentes inquietas." E se manter sempre conectados aos seus filhos.  Tá ligado?!

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